El equipo investigador del Instituto de Oceanografía y Cambio Global (IOCAG) de la Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) ha publicado un nuevo estudio que analiza la evolución de las playas de Gran Canaria durante un periodo de 26 años, aportando información clave para comprender la interacción entre los procesos naturales y las presiones derivadas de la actividad humana sobre los sistemas costeros.
El trabajo, titulado “Unmasking shoreline responses and land-use intensity on oceanic islands through a 26-year analysis from Gran Canaria”, publicado en la revista científica Catena (2026), se ha desarrollado en el marco del proyecto europeo INTERREG MAC IMPLACOST, contribuyendo a generar conocimiento científico para mejorar la adaptación y la resiliencia de las zonas costeras de la región macaronésica.
La investigación analiza la evolución de 18 playas representativas de Gran Canaria, seleccionadas para incluir diferentes niveles de transformación humana: playas naturales, semiurbanas y urbanas. Para ello, el equipo investigador integró datos históricos, ortofotografías correspondientes al periodo 1998-2024, herramientas de Sistemas de Información Geográfica (SIG) y el método Digital Shoreline Analysis System (DSAS), con el objetivo de cuantificar los cambios en la línea de costa y evaluar su relación con las intervenciones realizadas en el litoral.
Los resultados muestran diferencias significativas entre las distintas tipologías de playa. Los sistemas naturales presentan una mayor estabilidad geomorfológica y capacidad de adaptación gracias a la conservación de sus procesos naturales de transporte y redistribución de sedimentos. Por el contrario, las playas urbanas muestran una mayor dependencia de actuaciones artificiales, como regeneraciones de arena, espigones, diques o infraestructuras costeras.
El estudio evidencia que muchas playas urbanizadas mantienen una aparente estabilidad gracias a intervenciones continuadas, aunque esta situación depende de actuaciones periódicas de mantenimiento y puede ocultar una mayor vulnerabilidad frente a futuros escenarios de cambio climático. En cambio, los espacios con menor presión humana conservan mecanismos naturales que favorecen su capacidad de respuesta ante las variaciones ambientales.
Entre los casos analizados, playas como Mogán y Las Burras muestran cómo las actuaciones de gestión pueden modificar temporalmente las tendencias erosivas, aunque requieren un seguimiento y mantenimiento continuos. Por otro lado, espacios naturales como Guguy representan sistemas de referencia para comprender el funcionamiento natural de las costas volcánicas insulares y evaluar la evolución de otros litorales más transformados.
Los resultados obtenidos proporcionan una base científica sólida para el desarrollo de estrategias diferenciadas de gestión costera, adaptadas a las características y necesidades específicas de cada tipo de playa.
En el marco de INTERREG MAC IMPLACOST, esta investigación contribuye a mejorar la evaluación de los impactos costeros y la identificación de áreas vulnerables, proporcionando información útil para:
- Mejorar la planificación territorial en zonas costeras.
- Evaluar la eficacia y sostenibilidad de las intervenciones humanas sobre el litoral.
- Diseñar estrategias de adaptación frente al aumento del nivel del mar y la intensificación de fenómenos extremos.
- Favorecer una gestión costera basada en evidencias científicas.
Además, el trabajo destaca la importancia de desarrollar sistemas de monitorización permanente del litoral mediante herramientas como imágenes satelitales, drones y otras tecnologías geoespaciales, fundamentales para detectar cambios, anticipar riesgos y mejorar la toma de decisiones en territorios insulares.
Contribución a la resiliencia costera de la región macaronésica
Las islas oceánicas presentan una especial vulnerabilidad debido a la limitada disponibilidad de sedimentos, la concentración de población y actividades económicas en las zonas costeras y los efectos crecientes del cambio climático.
Los resultados de este estudio proporcionan conocimiento transferible a otros territorios insulares de la Macaronesia, reforzando los objetivos de INTERREG MAC IMPLACOST mediante el desarrollo de herramientas científicas destinadas a comprender, evaluar y reducir los impactos sobre los ecosistemas costeros.
Esta investigación supone un avance hacia un modelo de gestión costera más sostenible y adaptativa, capaz de compatibilizar la conservación ambiental, la respuesta frente al cambio climático y las necesidades sociales y económicas de las comunidades costeras.
A equipa de investigação do Instituto de Oceanografia e Alterações Globais (IOCAG) da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) publicou um novo estudo que analisa a evolução das praias de Gran Canaria durante um período de 26 anos, fornecendo informação essencial para compreender a interação entre os processos naturais e as pressões resultantes da atividade humana sobre os sistemas costeiros.
O trabalho, intitulado “Unmasking shoreline responses and land-use intensity on oceanic islands through a 26-year analysis from Gran Canaria”, publicado na revista científica Catena (2026), foi desenvolvido no âmbito do projeto europeu INTERREG MAC IMPLACOST, contribuindo para a produção de conhecimento científico destinado a melhorar a adaptação e a resiliência das zonas costeiras da região da Macaronésia.
A investigação analisa a evolução de 18 praias representativas de Gran Canaria, selecionadas para abranger diferentes níveis de transformação humana: praias naturais, semiurbanas e urbanas. Para tal, a equipa de investigação integrou dados históricos, ortofotografias correspondentes ao período 1998-2024, ferramentas de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e o método Digital Shoreline Analysis System (DSAS), com o objetivo de quantificar as alterações na linha de costa e avaliar a sua relação com as intervenções realizadas no litoral.
Os resultados revelam diferenças significativas entre os diferentes tipos de praia. Os sistemas naturais apresentam maior estabilidade geomorfológica e capacidade de adaptação, graças à preservação dos seus processos naturais de transporte e redistribuição de sedimentos. Pelo contrário, as praias urbanas apresentam uma maior dependência de intervenções artificiais, como regenerações de areia, esporões, diques ou infraestruturas costeiras.
O estudo demonstra que muitas praias urbanizadas mantêm uma aparente estabilidade graças a intervenções contínuas, embora esta condição dependa de ações periódicas de manutenção e possa ocultar uma maior vulnerabilidade perante futuros cenários de alterações climáticas. Em contrapartida, os espaços com menor pressão humana conservam mecanismos naturais que favorecem a sua capacidade de resposta às variações ambientais.
Entre os casos analisados, praias como Mogán e Las Burras demonstram como as ações de gestão podem modificar temporariamente as tendências erosivas, embora exijam acompanhamento e manutenção contínuos. Por outro lado, espaços naturais como Guguy funcionam como sistemas de referência para compreender o funcionamento natural das costas vulcânicas insulares e avaliar a evolução de outros litorais mais transformados.
Os resultados obtidos fornecem uma base científica sólida para o desenvolvimento de estratégias diferenciadas de gestão costeira, adaptadas às características e necessidades específicas de cada tipo de praia.
No âmbito do INTERREG MAC IMPLACOST, esta investigação contribui para melhorar a avaliação dos impactos costeiros e a identificação de áreas vulneráveis, disponibilizando informação útil para:
- Melhorar o planeamento territorial em zonas costeiras.
- Avaliar a eficácia e sustentabilidade das intervenções humanas no litoral.
- Desenvolver estratégias de adaptação face à subida do nível do mar e à intensificação de fenómenos extremos.
- Promover uma gestão costeira baseada em evidências científicas.
Além disso, o trabalho destaca a importância de desenvolver sistemas de monitorização permanente do litoral através de ferramentas como imagens de satélite, drones e outras tecnologias geoespaciais, fundamentais para detetar alterações, antecipar riscos e melhorar a tomada de decisões em territórios insulares.
Contributo para a resiliência costeira da região da Macaronésia
As ilhas oceânicas apresentam uma vulnerabilidade particular devido à limitada disponibilidade de sedimentos, à concentração da população e das atividades económicas nas zonas costeiras e aos efeitos crescentes das alterações climáticas.
Os resultados deste estudo fornecem conhecimento transferível para outros territórios insulares da Macaronésia, reforçando os objetivos do INTERREG MAC IMPLACOST através do desenvolvimento de ferramentas científicas destinadas a compreender, avaliar e reduzir os impactos sobre os ecossistemas costeiros.
Esta investigação representa um avanço para um modelo de gestão costeira mais sustentável e adaptativa, capaz de conciliar a conservação ambiental, a resposta às alterações climáticas e as necessidades sociais e económicas das comunidades costeiras.
The research team from the Institute of Oceanography and Global Change (IOCAG) of the University of Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) has published a new study analysing the evolution of Gran Canaria’s beaches over a period of 26 years, providing key information to understand the interaction between natural processes and human pressures affecting coastal systems.
The study, entitled “Unmasking shoreline responses and land-use intensity on oceanic islands through a 26-year analysis from Gran Canaria”, published in the scientific journal Catena (2026), was developed within the framework of the European project INTERREG MAC IMPLACOST, contributing scientific knowledge to improve the adaptation and resilience of coastal areas across the Macaronesian region.
The research analyses the evolution of 18 representative beaches in Gran Canaria, selected to include different levels of human transformation: natural, semi-urban and urban beaches. To achieve this, the research team integrated historical data, orthophotos covering the period 1998–2024, Geographic Information Systems (GIS) tools and the Digital Shoreline Analysis System (DSAS) methodology, with the aim of quantifying shoreline changes and assessing their relationship with coastal interventions.
The results reveal significant differences between the different beach typologies. Natural systems show greater geomorphological stability and adaptive capacity due to the preservation of natural sediment transport and redistribution processes. In contrast, urban beaches show a higher dependence on artificial interventions, such as beach nourishment, groynes, breakwaters and coastal infrastructure.
The study demonstrates that many urbanised beaches maintain an apparent stability thanks to continuous interventions, although this condition depends on periodic maintenance actions and may conceal greater vulnerability under future climate change scenarios. Conversely, areas with lower human pressure preserve natural processes that enhance their ability to respond to environmental variations.
Among the analysed cases, beaches such as Mogán and Las Burras show how management actions can temporarily modify erosion trends, although they require continuous monitoring and maintenance. On the other hand, natural areas such as Guguy act as reference systems for understanding the natural functioning of volcanic island coasts and assessing the evolution of more transformed shorelines.
The results provide a solid scientific basis for developing differentiated coastal management strategies, adapted to the specific characteristics and needs of each type of beach.
Within the framework of INTERREG MAC IMPLACOST, this research contributes to improving the assessment of coastal impacts and the identification of vulnerable areas, providing useful information to:
- Improve territorial planning in coastal areas.
- Assess the effectiveness and sustainability of human interventions along the coastline.
- Design adaptation strategies in response to sea-level rise and the intensification of extreme events.
- Promote evidence-based coastal management.
Furthermore, the study highlights the importance of developing permanent coastal monitoring systems using tools such as satellite imagery, drones and other geospatial technologies, which are essential for detecting changes, anticipating risks and improving decision-making in island territories.
Contribution to coastal resilience in the Macaronesian region
Oceanic islands face particular vulnerability due to limited sediment availability, the concentration of population and economic activities along coastal areas, and the increasing impacts of climate change.
The results of this study provide transferable knowledge for other island territories in Macaronesia, reinforcing the objectives of INTERREG MAC IMPLACOST through the development of scientific tools aimed at understanding, assessing and reducing impacts on coastal ecosystems.
This research represents a step towards a model of more sustainable and adaptive coastal management, capable of balancing environmental conservation, climate change adaptation and the social and economic needs of coastal communities.